Você imprimiu um QR code em 500 panfletos, espalhou pela cidade e agora seu chefe faz a pergunta óbvia: alguém chegou a escanear? Se você criou o código com um gerador grátis, a resposta honesta é que você não faz ideia. O código funciona, as pessoas podem estar escaneando o dia inteiro, e você continua completamente no escuro. Rastrear escaneamentos não é algo que se adiciona depois. Precisa estar embutido no código desde o começo, e na maioria dos códigos não está.
Você só consegue rastrear um QR code dinâmico
As pessoas passam batido por esse ponto, então vale dizer sem rodeios. Existem dois tipos de QR code, e só um deles dá para rastrear.
Um QR code estático tem o endereço de destino codificado direto nos quadradinhos pretos e brancos. Quando alguém escaneia, o celular lê a URL no padrão e vai até lá. Nada fica no meio do caminho, o que significa que não existe nenhum ponto onde um escaneamento pudesse ser contado. Um código estático não é irrastreável por acaso, e sim por natureza.
Um QR code dinâmico, em vez do destino real, codifica um link curto. O escaneamento cai primeiro nesse link curto, é contado ali e depois encaminha a pessoa para onde o link aponta. Todo o truque está nesse passo a mais. Cada escaneamento passa por um ponto de checagem que você controla, então cada escaneamento pode ser medido. Se você quer números, precisa de um código dinâmico, ponto final. (Se a diferença ainda não estiver clara, escrevemos um texto inteiro sobre QR code dinâmico vs estático.)
O que o redirecionamento de fato registra
Quando o escaneamento passa pelo link curto, o redirecionamento acontece em poucos milissegundos e a pessoa nem percebe. Mas naquele instante o link registra algumas coisas sobre o escaneamento em si, não sobre a pessoa:
- A hora em que aconteceu, para você ver os escaneamentos crescerem dia a dia.
- Uma localização aproximada com base na rede, geralmente até o nível de país.
- O tipo de aparelho, já que um escaneamento quase sempre é de celular, mas o modelo e o sistema ainda dizem algo.
Nada disso é pessoal. Não há nome, não há e-mail, não há rastreamento de ninguém pela web. É o mesmo dado anônimo que você teria de um log de servidor, ou seja, útil no agregado e sem sentido sobre qualquer indivíduo.
Escaneamentos e cliques não são o mesmo número
É aqui que a coisa fica realmente útil, e é aqui que muitas ferramentas deixam você na mão sem avisar. Dá para chegar ao mesmo link curto por dois caminhos: alguém escaneia o código impresso, ou alguém clica no mesmo link online. Se a sua análise joga tudo no mesmo balde, você não consegue separar seus panfletos da sua bio do Instagram.
A Linxly separa os dois. Nos bastidores, cada visita é marcada conforme como chegou, escaneamento ou clique, e o painel mostra cada um como um total à parte. Então você não vê só "1.200 visitas". Você vê 1.200 visitas formadas por 840 cliques no link e 360 escaneamentos de QR. É esse segundo número que responde ao seu chefe. É a única medida honesta de se a coisa física que você imprimiu fez alguma diferença.
Um clique e um escaneamento podem apontar para exatamente o mesmo destino e ainda assim valer a pena rastrear separados. O clique veio de alguém que já estava no celular, online. O escaneamento veio de alguém parado na frente do seu cartaz que escolheu pegar a câmera. São níveis de intenção bem diferentes.
O que fazer com os números
Contar escaneamentos é a parte fácil. O valor está em lê-los.
O uso mais óbvio é comparar posicionamentos. Coloque um link curto atrás do código no cartaz da vitrine e outro link curto atrás do código nos displays de mesa; em uma semana você vai saber qual as pessoas realmente escaneiam. Vi um café descobrir que o código no recibo juntava muito mais escaneamentos do que o grande na vitrine, e ninguém apostaria nisso.
O segundo uso é o tempo. Como os escaneamentos têm hora marcada, o gráfico diário mostra exatamente quando uma campanha pega. Um pico na manhã seguinte ao dia em que você distribuiu panfletos num evento é a prova de que eles funcionaram. Uma linha reta por duas semanas também é prova, só que do tipo que ninguém quer.
E o terceiro uso é o que os códigos estáticos nunca conseguem dar: corrigir as coisas depois. Se os escaneamentos chegam mas ninguém converte na página de destino, o problema é a página, não a impressão. Você redireciona o link para uma página melhor e cada código já espalhado por aí começa a mandar as pessoas para lá. Os panfletos não mudam, muda para onde eles levam.
Como configurar isso na Linxly
Você não gera o QR code como uma tarefa separada nem liga o rastreamento na mão. Ele vem junto com o link.
- Crie um link curto para o que estiver divulgando com o encurtador de link. É a parte dinâmica: o código impresso vai apontar para aqui, e você pode redirecioná-lo quando quiser.
- O QR code dele é gerado automaticamente a partir desse link. Adicione a cor da sua marca e coloque um logo no centro para não parecer um quadrado preto genérico. (As opções de logo e cor fazem parte dos planos pagos.)
- Baixe em PNG ou SVG e mande para a gráfica.
- Abra as análises do link quando quiser. Escaneamentos, cliques no link, o gráfico diário e as divisões por país e aparelho estão todos ali, com os escaneamentos contados à parte.
Os códigos são feitos com o mais alto dos quatro níveis de correção de erro definidos pela inventora do QR, a Denso Wave, capaz de reconstruir um código mesmo quando cerca de um terço dele fica encoberto (Denso Wave). É essa margem que permite pôr um logo bem no centro sem quebrar a leitura, e é também por isso que um código impresso meio arranhado ainda é lido sem problema.
Se você está rodando mais de um material impresso ao mesmo tempo, dê a cada um o seu próprio link curto em vez de reaproveitar um código em tudo. Não custa nada e transforma "tivemos alguns escaneamentos" em "os displays de mesa ganharam da vitrine por três a um".
Resumindo
Rastrear escaneamentos de QR não é um recurso que você liga. É uma decisão que você toma ao criar o código, e os códigos estáticos que os geradores grátis te entregam já tomaram essa decisão por você: rastreamento nenhum, nunca. Um código dinâmico passa cada escaneamento por um ponto de checagem que é seu, conta separado dos seus cliques online e continua editável muito depois de impresso. O mercado entendeu isso faz tempo, e é por isso que os códigos dinâmicos representaram a maior parte do uso de QR code em 2024 (Grand View Research). Se vale a pena criar um código impresso, vale a pena saber se alguém o escaneou.
Perguntas frequentes
Dá para rastrear escaneamentos em um QR code estático?
Não. O código estático tem o destino gravado no padrão, então o escaneamento vai direto para lá, sem nada no meio para contá-lo. Só um código dinâmico, que passa primeiro pelo link curto, consegue registrar escaneamentos.
Como vejo os escaneamentos separados dos cliques normais no link?
Na Linxly, cada visita a um link é marcada conforme como chegou. As análises do link mostram total de visitas, cliques no link e escaneamentos de QR como números separados, então você distingue o tráfego impresso de quem clica no mesmo link online.
Que informação um escaneamento de QR registra?
A hora do escaneamento, uma localização aproximada até o nível de país e o tipo de aparelho. É um dado anônimo e agregado, sem nome, e-mail ou rastreamento entre sites ligado a nenhum escaneamento.
Preciso de uma ferramenta separada para rastrear escaneamentos?
Não. Na Linxly, todo link curto, deep link e bio link vem com seu próprio QR code dinâmico e rastreamento de escaneamento embutido. Você gerencia o código e seus números no mesmo lugar que o link.
O rastreamento de escaneamento de QR é gratuito?
Você pode testar a Linxly grátis por 7 dias com acesso completo, incluindo QR codes dinâmicos e análises de escaneamento. Depois do teste, os planos começam em $0,99 por mês, com cobrança mensal e cancelamento quando quiser.