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Link na bio para podcast: uma página para Spotify, Apple e YouTube

Seus ouvintes estão espalhados por aplicativos que você não controla. Veja como reunir todas as plataformas de podcast atrás de um único link, compartilhar episódios sem quebrar a URL e descobrir qual app o seu público realmente abre.

Sarkhan··8 min de leitura

Podcast é a única coisa que você produz e que as pessoas não conseguem consumir no lugar onde encontraram você. Elas ouvem falar do programa no Instagram, no TikTok ou no X, e depois precisam sair daquele aplicativo, abrir outro e digitar o nome do programa numa busca que também vai oferecer outros quatro programas.

Qual aplicativo elas vão abrir não é decisão sua. Essa decisão foi tomada anos atrás, quando cada pessoa escolheu um player de podcast e juntou todas as assinaturas ali. Seu trabalho não é mudar ninguém de app. É deixar o app que a pessoa já usa a um toque de distância.

A maioria das bios de podcast tem um link só, e esse link vai para a plataforma que o apresentador olhou por último. Normalmente o Spotify, porque é onde fica o painel.

Para quem já usa Spotify, o link é perfeito. Para quem tem o Apple Podcasts na tela inicial, é um beco sem saída com botão verde. Essa pessoa não vai instalar um segundo app de podcast por sua causa. Ou procura na mão, o que a maioria não faz, ou fecha a aba e segue o dia.

Não existe plataforma certa para escolher aqui. A página funciona porque ninguém precisa sair da que já tem.

Antes de montar qualquer coisa, abra o painel da sua hospedagem e veja a divisão por plataforma dos últimos 90 dias. Na maioria dos programas, três plataformas carregam quase tudo e o resto é erro de arredondamento. Coloque essas três no topo e pare por aí. Uma página com onze botões faz o ouvinte trabalhar naquilo que a página deveria resolver por ele.

Uma página que funciona costuma ser lida nesta ordem:

  1. Botões de assinatura para as plataformas que aparecem de verdade nos seus números. Na maioria dos casos, Apple Podcasts e Spotify primeiro, YouTube depois se você publica vídeo.
  2. O episódio mais recente, com link direto, porque quem chega quer ouvir um episódio antes de assinar qualquer coisa.
  3. Um link para a página de inscrição da newsletter ou para a comunidade. É o único destino da página que pertence só a você.
  4. Apoio, produtos ou um link para o formulário de convidados, conforme a necessidade do programa neste mês.

Reordene os cards sempre que o programa mudar. É por isso que vale montar uma página de link na bio: a URL do seu perfil nunca muda, então você não precisa mexer no perfil de novo para divulgar uma temporada nova.

info

Os links do Apple Podcasts e do Spotify abrem dentro do próprio aplicativo no celular quando ele está instalado. Ou seja, você não precisa detectar nada nem perguntar ao ouvinte qual app ele usa. Basta mostrar os dois botões, e a pessoa toca no logo que reconhece.

A página de bio mostra quantas pessoas clicaram. Ela não mostra em qual botão clicaram, e esse é justamente o número que interessa.

O jeito de conseguir isso é apontar cada card para um link curto próprio em vez de colar a URL crua da plataforma. Crie um encurtador de link para cada uma: linx.ly/programa-apple, linx.ly/programa-spotify, linx.ly/programa-yt. Depois use esses links como destino dos cards. Cada um mantém a própria contagem.

Digamos que a página receba 300 toques num mês, divididos assim: 180 Apple, 90 Spotify, 30 YouTube. Esse número muda três coisas que você vinha decidindo no chute: qual plataforma citar primeiro ao divulgar um episódio, onde pedir avaliações e se a versão em vídeo no YouTube compensa o tempo de edição. O rastreamento de cliques ainda traz país e dispositivo de cada toque, que é como você descobre que um terço do tráfego vem de um país que você nunca menciona.

A análise da hospedagem não responde isso. Ela vê a reprodução depois do fato, não a escolha feita na entrada.

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A página serve para o programa. Episódios individuais precisam de outra coisa, porque a URL de episódio de uma plataforma de hospedagem costuma passar de 90 caracteres, termina num identificador numérico e é cortada assim que alguém cola num grupo de mensagens.

Um link curto com slug legível resolve isso e mais uma coisa que pesa bem mais. O linx.ly/ep42 pode ser reapontado depois. Programas trocam de hospedagem, sobem o episódio de novo, substituem um áudio com defeito ou movem um episódio antigo para o feed de assinantes. Cada uma dessas mudanças quebra as URLs que você já espalhou. Se o link é seu, ele não quebra, porque você mesmo edita o destino.

Se você divulga o mesmo episódio em vários lugares ao mesmo tempo, adicione parâmetros UTM ao destino para o clique da newsletter não se misturar com o clique do Story no relatório.

Podcast é o único canal em que o público não tem tela na frente. Uma hora você vai ler uma URL no microfone, e linx.ly/nomedoprograma sobrevive a isso. Uma URL de hospedagem terminada em número, não.

O mesmo link vira um QR code para o que acontece numa sala: gravação ao vivo, crachá de evento, verso do cartão, mesa de produtos. As leituras entram no mesmo relatório dos toques, então o evento presencial deixa de ser algo que você torce para ter funcionado. O texto sobre rastrear leituras de QR code mostra como esses dados aparecem.

Você monta uma página e depois cola em todo lugar onde o programa é citado:

  • O Instagram dá um campo de bio, então a página vai ali. Se você também quer o programa citado no texto da bio, como colocar vários links na bio do Instagram explica o posicionamento.
  • O X tem o campo Website, que não consome nada dos seus 160 caracteres. Links na bio do X explica os três espaços.
  • O TikTok aceita um link na bio, e cortes de episódios são o formato que viaja mais longe por lá.
  • O YouTube permite links no banner do canal e em toda descrição, então a página entra na primeira linha do seu modelo de descrição.
  • Assinatura de e-mail e rodapé de newsletter são configurados uma vez e seguem trazendo cliques por anos.
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Não coloque a URL do feed RSS como botão principal da página. Para quem não sabe o que fazer com ela, parece um link quebrado, e quem toca encontra uma parede de XML pela frente. Deixe como último card, com o nome escrito de forma clara, ou mantenha só na página da sua hospedagem.

Como montar

  1. Crie sua conta na Linxly e comece o teste gratuito de 7 dias.
  2. Veja a divisão por plataforma no painel da hospedagem e coloque na página só as plataformas que aparecem lá.
  3. Defina o slug como linx.ly/nomedoprograma para bater com o nome que as pessoas ouvem no episódio.
  4. Crie um link curto separado para cada botão de assinatura e use esses links como destino dos cards.
  5. Cole a URL da página em todos os perfis, leia os números por plataforma depois de duas semanas e suba o vencedor para o topo.

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Perguntas frequentes

Botões de assinatura para as duas ou três plataformas que aparecem no painel da sua hospedagem, o episódio mais recente e um card apontando para o destino que é só seu, normalmente a página de inscrição da newsletter. Tudo o que passa de quatro ou cinco cards tira toques do primeiro. O texto com os melhores exemplos de link na bio traz layouts que vale copiar.

Coloque os dois numa mesma página de bio como botões separados e compartilhe a URL dessa página. Cada link abre no próprio aplicativo quando o ouvinte o tem instalado, então a única coisa que ele faz é tocar no logo que reconhece em vez de procurar o programa.

Dá para ver qual app de podcast meus ouvintes usam?

Não pela página de bio sozinha, já que ela conta o total de cliques. Aponte cada botão de assinatura para um link curto próprio e cada um passa a manter contagem separada, com país e dispositivo de cada toque.

Preciso de um site para o meu podcast?

Não para ser encontrado nem para receber assinaturas. A página de links cobre assinatura, episódio mais recente e newsletter, que é boa parte do que o site de um programa faz no primeiro ano. Monte o site quando aparecer algo que a página não segura, como transcrições ou um arquivo pesquisável.

Qual a melhor forma de compartilhar um episódio?

Um link curto com slug legível apontando para o episódio. Ele cabe na legenda, é lido corretamente num print e pode ser reapontado se você trocar de hospedagem ou subir o arquivo de novo.

Para nenhum dos dois. Esse campo é da página, e a página é o que mantém as duas plataformas a um toque. Mandar todo mundo para um player só é empurrar a busca para a outra metade do seu público.

Resumo

Seus ouvintes já estão presos a um app de podcast, e uma bio que aponta para uma plataforma só pede trabalho extra a todo o resto. Monte uma página com um botão por plataforma, dê a cada botão um link curto próprio para saber qual app o público abre, use um link curto legível para episódios avulsos e mantenha o QR code da mesma página à mão para o que acontecer ao vivo.